terça-feira, 3 de julho de 2012

Futuro (In)certo - Jornalismo


Não adianta, 9 em cada 10 meninas que adoram escrever já pensaram em cursar jornalismo. Mas aí se levanta antigas questões "Vale a pena? Jornalismo é valorizado no Brasil? É realmente isso que eu quero?"
Para te ajudar a solucionar essas e outras questões, convidamos a linda blogueira Camila Paier - que também já apareceu no Vale a pena conhecer direto - para nos mostrar o Jornalismo através da sua visão inspirada.

"Camila Paier tem duas décadas, um sentimentalismo ambulante que grita no peito e uma voz que raramente se cala. Opinião pra tudo, um namorado lindo, uma família imperfeita (mas feliz) e estuda Jornalismo, enquanto cobiça a psicologia humana, manter o peso saudável que alcançou, morar sozinha e viver do que escreve."


Camila, por que Jornalismo?
- No último ano do colégio, ainda tinha muitas dúvidas. Fiz acompanhamento vocacional com uma psicóloga, que apontou três cursos: Direito, Jornalismo e Psicologia. Era 2009, justo o ano em que o diploma para a profissão tinha perdido a obrigatoriedade. Então, fiz os vestibulares para Direito e Jornalismo. Passei nos dois, mas no primeiro semestre de 2010 cursei Direito. Não era pra mim. Muita seriedade, teoria e pouca prática (sou uma pessoa muito agitada, criativa, inquieta). Tranquei o curso depois de alguns meses, já que nem suportava ao menos ficar em sala de aula. Fiz os vestibulares de inverno para Moda e Jornalismo. Passei nos dois novamente. Dúvidas e mais dúvidas e optei pela comunicação, que hoje curso na PUCRS.


Qual a duração do curso?
Em média, 4 anos (8 semestres). Mas depende muito do número de cadeiras (matérias) que a pessoa decide cursar por semestre. Se fizer mais do que as obrigatórias, consegue terminar o curso em 3 anos, por aí. Se faz poucas cadeiras, acaba por fazer em 5, 6 anos.

Quais são as "matérias" obrigatórias?
Nossa, são várias. Cada semestre tem algumas (em torno de 6, 7). Fica difícil listar aqui. Mesmo.

O melhor e o pior do jornalismo?
Melhor: o prazer de trabalhar com a escrita, a criatividade, a informação. Pior: a falta de valorização dos profissionais da área e a baixa remuneração.

O mercado de trabalho vai bem?
Olha, o momento ainda é meio crítico para o Jornalismo, em função do diploma e baixo piso salarial. Em Porto Alegre, uma capital grande (para o Sul do país), mas pequena em termos de Brasil, o mercado é pequeno. As assessorias de imprensa são a área de melhor remuneração. Acho que com a Copa de 2014 o curso tem tudo para se expandir e aumentar o número de vagas, a demanda de profissionais tende a aumentar.

Se inspira em alguém/algo na hora de escrever?
Gosto muito de crônicas. Meu sonho secreto é ter minha própria coluna, seja mensal, quinzenal, semanal, diária. É o que gosto de escrever. Aqui no Sul, temos ótimos cronistas. Mas no topo da minha lista, figuram (incrivelmente) homens, como Nelson Rodrigues, David Coimbra e mulheres de personalidade, como Fernanda Young, Clarah Averbuck e Danuza Leão. Não são bem uma inspiração, mas gurus criativos.

O que você diria para as pessoas que pretendem cursar jornalismo?
O curso é bacana, tem muito mais prática que teoria, é ideal para quem tem uma inquietude de estimação, não pretende fazer fortuna, possui curiosidade e dá a cara à tapa, não tem nem muita frescura, muito menos vergonha. Requer organização e agilidade. Mas, no final das contas mesmo, vale a pena.


Quer saber mais do curso e da Camila? Acessa o blog  Calma, Camila.

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