domingo, 18 de dezembro de 2011

Escritora de Gaveta - Divergência


Ele sentava na ultima cadeira, da ultima fileira, por opção. Ela sentava na primeira cadeira, da primeira fileira, pra prestar atenção. Ele mascava chiclete, falava alto e era autoritário. Ela mexia no cabelo e fingia distração olhando para o chão. Ele era lindo, um cruzamento perfeito de Brad com Antonio Banderas, ou qualquer outro ator daquela geração. Ela era mediana, nem alta nem baixa, nem gorda nem magra, nada que chamasse atenção. Ele era  o rebelde sem causa, o fora da lei. Ele não sabia o que era colocar seu coração nas mãos de alguem, enquanto Ela já mergulhou no mar do amor, e jurou não entrar lá outra vez. Ela lembrava de todas as rimas, Ele não sabia o que escutava. Ela acreditava que a vida, apesar de bruta, acaba sendo mágica. Ele não sabia se insistia na caminhada. Ela não era doce, ele não era amargo demais. Ela era o amor, ele a razão.
Eles não têm nada em comum. Mas foram feitos um para o outro.

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